Dilma reúne-se com líderes do agronegócio

sized__ETO0595-EditarBrasília, 23/05/2014 – A presidente Dilma Rousseff terá logo mais nesta sexta-feira, às 19h30, uma reunião com cerca de 40 lideranças do agronegócio no Palácio da Alvorada. O encontro é uma das ações da presidente para tentar selar o apoio dos ruralistas à sua campanha de reeleição, conforme antecipou o Broadcast, serviço da Agência Estado de notícias em tempo real, no início desta semana. Mas os ruralistas preparam uma pauta própria de reivindicações para colocar à mesa da presidente. ‘Estamos preparando um documento com os principais desafios para o agronegócio, os principais gargalos’, afirma Associação Brasileira dos Criados de Zebu (ABCZ), Luiz Carlos Paranhos.

O encontro está sendo articulado pelo Planalto com o apoio da presidente da presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu (PMDB-TO). Os líderes do agronegócio se reuniram no final da manhã de hoje na entidade, onde elaboraram a pauta que será levada à presidente. Entre os pontos a serem apresentados, estão propostas para reduzir o custo de produção e pedido para melhoria da logística de escoamento da safra.

A reunião foi antecedida, na segunda-feira (19), pelo afago de Dilma ao setor com o lançamento do Plano Safra 2014/15, que reserva R$ 156,1 bilhões para financiar o agronegócio durante o ciclo produtivo. As ações visam segurar o setor, que tem se aproximado dos candidatos de oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), como já manifestaram os produtores de cana-de-açúcar e os pecuaristas. O encontro desta noite, ao lado do plano safra, é uma tentativa de contornar esse flerte dos ruralistas com a oposição.

As ações pró-ruralistas vão incluir, ainda, o anúncio pela presidente do Plano Safra da Agricultura Familiar 2014/2015, na próxima segunda-feira (26), quando é esperado um montante superior a R$ 40 bilhões em incentivos ao pequeno agricultor. O plano anterior recebeu R$ 39 bilhões.

Dilma também se reuniu na noite de ontem com 36 representantes da indústria no Palácio do Planalto para conter insatisfações. Apesar da reunião, contudo, a presidente não acenou com novos estímulos para o setor. Ela não confirmou se será permanente a política de desoneração da folha de pagamentos, demanda apresentada pelos empresários. Dilma se comprometeu a dar uma posição sobre a continuação ou não da desoneração da folha em até uma semana.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, além de não ter definição quanto ao prazo, não houve compromisso de que novos setores seriam contemplados pelo benefício. ‘Nossa demanda é de que novos setores sejam incluídos’, completou.

Fonte: G1

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